O ditador russo, Vladimir Putin, propôs a criação de um governo temporário na Ucrânia para viabilizar novas eleições e, assim, facilitar negociações de paz. A declaração foi feita durante uma visita ao porto de Murmansk nesta sexta-feira (28). Putin argumentou que um novo governo poderia ser supervisionado por organismos internacionais e parceiros ocidentais, garantindo legitimidade ao processo. A proposta ocorre no contexto das acusações russas de que Volodymyr Zelensky estendeu seu mandato de forma ilegítima após maio de 2024.
Por outro lado, Zelensky fez declarações agressivas contra Putin, afirmando que ele “vai morrer logo” e que tudo acabaria nesse momento. A fala foi dada em uma entrevista televisionada na quarta-feira (26), quando o líder ucraniano também pediu a manutenção das sanções contra a Rússia. Zelensky alegou que Putin teme perder o poder e que o conflito poderia terminar antes do fim de sua “vida histórica absolutamente segura e malsucedida”. As declarações vieram após reuniões em Paris com o presidente francês Emmanuel Macron, onde Zelensky reforçou pedidos de apoio ocidental.
Enquanto isso, um levantamento do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (KIIS) mostrou que a confiança da população ucraniana em Zelensky caiu significativamente. Em dezembro do ano passado, 39% dos ucranianos disseram não confiar no presidente, enquanto 52% ainda apoiavam sua liderança. Em contraste, Putin elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que ele realmente deseja acabar com o conflito. Washington intermediou um cessar-fogo marítimo e energético entre Rússia e Ucrânia, válido por 30 dias a partir de 18 de março, incluindo garantias para a circulação de embarcações no Mar Negro e a proteção de instalações de energia.