O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intermediou um cessar-fogo temporário entre Rússia e Ucrânia, conforme anunciado nesta terça-feira (18). O acordo prevê a suspensão dos ataques a instalações energéticas e infraestrutura por 30 dias. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que seu país apoiará a medida, ressaltando que busca uma “paz estável e justa”. O ditador russo, Vladimir Putin, condicionou um cessar-fogo total ao fim da ajuda militar estrangeira à Ucrânia.
Após o telefonema entre Trump e Putin, Zelensky consultou líderes europeus, incluindo o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz. O governo russo enfatizou que a interrupção das hostilidades deve incluir o controle efetivo sobre toda a linha de frente e o fim do alistamento militar forçado na Ucrânia. Além disso, um acordo de troca de prisioneiros foi acertado, prevendo a libertação de 175 combatentes de cada lado, incluindo 23 soldados ucranianos gravemente feridos.
Trump classificou a conversa como “muito boa e produtiva” e afirmou que trabalhará para consolidar uma trégua total. O Kremlin, por sua vez, destacou que a retirada do apoio militar ocidental será fundamental para avanços diplomáticos. As partes concordaram em manter o diálogo, e Putin sugeriu partidas de hóquei entre times russos e americanos como gesto de aproximação. Ainda não há data definida para a entrada em vigor do cessar-fogo.