PT e PSOL convocam atos para exigir soltura do narco-ditador Nicolás Maduro

Redação 011
2 Min
PT e PSOL convocam atos para exigir soltura do narco-ditador Nicolás Maduro
foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil

Partidos e movimentos sociais da esquerda brasileira convocaram para esta quinta-feira (29) manifestações em diversas capitais e cidades do país em apoio ao ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro. O contraste chama atenção: enquanto defendem a libertação de Maduro, acusado de narcoterrorismo e crimes contra a humanidade, os mesmos grupos exigem punição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por um suposto golpe de Estado, tratado como narrativa fictícia por grande parte da sociedade brasileira, com o objetivo de retirá-lo da corrida presidencial de 2026. A mobilização foi articulada pelo Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, que reúne partidos como PT, PSOL, PCdoB e PSTU, além de frentes sociais alinhadas ao governo Lula.

As manifestações ocorrerão em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. Em São Paulo, o ato está marcado para as 17h em frente ao Theatro Municipal, com palavras de ordem como “Pela libertação imediata de Maduro e Cília Flores” e “Fora Trump da América Latina”. Segundo os organizadores, a escolha da data coincide com os 12 anos da proclamação da América Latina e Caribe como zona de paz pela Celac. O discurso dos partidos reforça críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizado pela operação militar que resultou na prisão de Maduro e de sua esposa em Caracas, no início de janeiro.

De acordo com os relatos divulgados, Maduro e Cília foram detidos em “questão de segundos” durante ação militar norte-americana e levados para Nova York, onde aguardam julgamento por acusações de narcoterrorismo. Além deles, outras quatro pessoas foram indiciadas. O Comitê afirma que os atos buscam denunciar o “sequestro” do líder esquerdista venezuelano e da “primeira combatente”, enquanto reforçam a narrativa de resistência contra o que chamam de “intervenção imperialista”. A ironia, apontada por críticos, é que os mesmos partidos que se mobilizam em defesa de um ditador acusado de assassinato e tortura de opositores são os que pressionam pela prisão de Jair Bolsonaro, líder dos conservadores no Brasil.

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