Petista citado na Lava Jato e investigado no STF é eleito ministro do TCU

Redação 011
2 Min
TCU pede ao Congresso reajuste de 40% em gratificações
foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Em uma votação que selou o acordo entre o Palácio do Planalto e o comando da Câmara, o deputado federal Odair Cunha (PT-MG) foi eleito nesta terça-feira (14) como o novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A vitória expressiva, com 303 votos, consolida o protagonismo do governo nas agências de controle e representa um revés para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Flávio Bolsonaro tentou, até o último minuto, articular uma candidatura única para enfrentar o nome do PT. A estratégia previa o apoio à deputada Soraya Santos, mas a parlamentar desistiu da disputa alegando um “projeto maior” focado na eleição de Flávio à Presidência. Sem Soraya, o PL orientou voto útil em Elmar Nascimento (União), mas a base governista já estava fechada com Odair Cunha.

Perfil e Polêmicas. Com seis mandatos no currículo, Odair Cunha assume um cargo vitalício (até os 75 anos) cercado de controvérsias. O agora futuro ministro já foi citado em delações da Operação Lava Jato e investigado no STF por suposta apropriação indébita. Cunha nega qualquer irregularidade e, em seu último discurso na tribuna, fez uma defesa enfática das emendas parlamentares, chamando-as de “solução para a vida das pessoas”.

Por que o TCU importa? O TCU não é apenas um órgão auxiliar do Congresso; é o tribunal que julga a regularidade das contas presidenciais e tem o poder de tornar gestores e políticos inelegíveis. Com a indicação de Cunha, o PT garante uma voz de peso dentro do tribunal que dará a palavra final sobre os gastos do governo Lula até 2026 e além.

A eleição de Odair Cunha para o TCU é o prêmio para um soldado fiel do PT, mas é também um seguro de vida para o governo. Ter um “companheiro” de seis mandatos julgando as contas da União é o sonho de qualquer presidente que flerta com a irresponsabilidade fiscal.

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