Metade da população vê explosão da corrupção no governo, aponta PoderData

Redação 011
3 Min
Metade da população vê explosão da corrupção no governo, aponta PoderData
foto: Ricardo Stuckert / PR

Enquanto o Palácio do Planalto tenta sustentar uma narrativa de “normalidade”, os números da realidade são implacáveis. Uma pesquisa divulgada pelo instituto PoderData nesta quinta-feira (29) revela que a percepção de aumento da corrupção no Brasil sob o governo Lula saltou de 39% em 2024 para 49% em janeiro de 2026.

Este aumento de 10 pontos percentuais em apenas dois anos demonstra que a maquiagem publicitária do governo não consegue mais esconder os esqueletos que saem do armário.

O levantamento aponta que a sensação de impunidade e desvio de conduta é mais acentuada nos setores que movem a economia e formam opinião:

Centro-Oeste: 55% dos moradores da região (coração do agronegócio) veem aumento da corrupção.

Escolaridade: 56% das pessoas com ensino superior completo desconfiam da gestão atual.

Renda: Entre quem recebe mais de 5 salários mínimos, o índice de percepção de corrupção também chega a 56%.

Enquanto isso, a parcela que acredita em uma “diminuição” da corrupção derreteu: eram 30% em 2024 e hoje são apenas 18%.

Por que a percepção subiu tanto?

O povo não é bobo: o cheiro de mofo do petrolão e do mensalão voltou a infestar os corredores de Brasília.

A jornalista Rose Rocha, do 011 News aponta que esse salto não é por acaso. O cenário de janeiro de 2026 é marcado por uma confluência de escândalos que o governo não consegue estancar:

O “Toffolão”: As graves denúncias envolvendo o Banco Master e o contrato de R$ 129 milhões da esposa de um ministro do STF criaram uma sensação de “vale-tudo” institucional.

Uso da máquina: As recentes tentativas de interferência em órgãos de controle, como a PRF e o INSS, geram um sinal de alerta na população.

Contraste judicial: Enquanto o ex-presidente Bolsonaro e seus aliados enfrentam o rigor máximo da lei (muitas vezes questionável), figuras ligadas ao atual governo parecem gozar de uma blindagem eterna.

A pesquisa ouviu 2.500 pessoas por telefone entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.

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