O mercado financeiro segue com ceticismo a respeito de uma queda em breve da taxa básica de juros. Analistas acreditam que isso aconteça somente em março. Até lá, o Comitê de Política Monetária deve manter a Selic em 15% ao ano, pela quinta vez seguida. O primeiro encontro do Copom de 2026 será na próxima quarta-feira (28) com quórum reduzido após a saída dos diretores Diogo Guillen (Política Econômica) e Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro e de Resolução), em 31 de dezembro – ainda não houve nomeação de substitutos.
Até o fim do ano passado, as apostas sobre o início da flexibilização da política de juros estavam divididas. Muitos analistas acreditavam que isso poderia ocorrer no início de 2026, mas não é o que se acredita no momento. Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a cautela deve dar o tom da próxima reunião da autoridade monetária.
O economista Marco Antonio Caruso, do Santander, afirma que há dificuldade em diagnosticar a velocidade da desaceleração da economia brasileira diante de dados que trazem sinais mistos sobre o comportamento da atividade econômica. Além disso, ressalta que ainda falta clareza quanto aos efeitos concretos de medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
“Existe um conforto maior em manter a postura monetária como está e aguardar novos sinais. Muita coisa conversava com uma postergação do primeiro corte. Talvez em março o diagnóstico seja um pouco mais claro”, disse em entrevista ao jornal.










