Mendonça leva caso Moraes ao plenário mas fiel da balança será Cármen Lúcia

Redação 011
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Mendonça leva caso Moraes ao plenário mas fiel da balança será Cármen Lúcia
foto: Fellipe Sampaio/ STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao plenário a análise do relatório da Polícia Federal que aponta uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A medida transfere ao colegiado a responsabilidade de decidir se haverá investigação formal ou arquivamento das apurações. O desfecho, no entanto, depende do voto da ministra Cármen Lúcia, já que o placar está dividido e seu posicionamento será determinante para definir o rumo do processo.

Enquanto isso, o presidente da Corte, Edson Fachin, aguarda informações de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República Paulo Gonet e do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues antes de definir se a sessão será aberta ou reservada. Fachin já sinalizou que prefere levar o caso ao plenário, reforçando que fatos considerados graves devem ser analisados pelo conjunto dos ministros. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, contestou a condução da investigação por Mendonça, alegando nulidades e defendendo que apenas o plenário tem competência para deliberar sobre o tema.

Enquanto isso, o candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) cobrou de Cármen Lúcia um voto favorável à abertura da investigação contra Moraes. Segundo o candidato, o Brasil não pode “passar essa vergonha” diante das mensagens recuperadas pela Polícia Federal. Caso a ministra se posicione contra, o resultado será um empate, o que favoreceria Moraes e encerraria a apuração. A expectativa é que a decisão seja tomada nos próximos dias, em meio a uma crise institucional que expõe divergências internas no STF.

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