O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro fez um apelo direto aos brasileiros na quinta-feira (4), pedindo que saiam às ruas em apoio “à paz e à soberania” de seu regime. Misturando português e espanhol, Maduro declarou que “a vitória pertence” à Venezuela e exaltou a “unidade” entre os povos. O discurso ocorreu em um programa de televisão, no qual o líder recebeu um boné do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), reforçando a proximidade entre movimentos da esquerda brasileira e o regime chavista.
O pedido de mobilização foi feito no mesmo dia em que os Estados Unidos realizaram mais uma ofensiva contra embarcações ligadas ao narcotráfico, deixando dezenas de mortos. Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém medidas de pressão para forçar a saída de Maduro do poder, Lula se apresentou como mediador do conflito. Em encontros internacionais, o petista tem defendido que a América Latina seja vista como “região de paz”, posicionando-se como alternativa política para o ditador venezuelano diante da pressão norte-americana.
Segundo reportagem da Veja, fontes diplomáticas revelaram que Trump teria deixado claro a Lula que só haverá acordo se Maduro abandonar o país. Nesse contexto, cresceu a hipótese de o líder da esquerda oferecer passagem segura ao sucessor de Hugo Chávez e sua família para o Brasil, com possibilidade de encaminhamento posterior a Teerã, no Irã. A aproximação entre o petista e o regime venezuelano reforça o papel da esquerda brasileira como aliada estratégica na definição do futuro da ditadura de Maduro diante das medidas de pressão adotadas por Washington.








