Em meio às denúncias envolvendo o caso Master e irregularidades no INSS, o Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (4) uma nova iniciativa voltada ao enfrentamento da violência contra mulheres. O “Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio” foi assinado no Palácio do Planalto com a participação dos Três Poderes da República. A medida, apresentada por Lula e pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, surge em um momento em que o petismo busca reforçar sua imagem junto ao eleitorado feminino, enquanto enfrenta acusações de corrupção que atingem diretamente a gestão atual.
O pacto, batizado com o lema “Todos Por Todas”, prevê ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos às vítimas. Segundo o governo Lula, a proposta pretende articular esforços entre União, estados, municípios, sistema de Justiça e sociedade civil. No entanto, até o momento não foram divulgados detalhes práticos sobre como as políticas serão implementadas. O lançamento ocorreu no Salão Nobre do Planalto e contou com autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, em um gesto simbólico de união institucional diante do aumento da violência de gênero no país.
Dados recentes mostram a gravidade da situação: levantamento do Conselho Nacional de Justiça aponta que 336 homens seguem procurados por crimes de feminicídio, mesmo com mandados de prisão já expedidos. Entre eles, 19 já foram condenados em definitivo e deveriam estar cumprindo pena. Em 2025, o Brasil registrou recorde de feminicídios, com 1.530 mulheres assassinadas, média de quatro por dia. Casos como o de Tainara Souza Santos, atropelada e morta pelo ex-namorado em São Paulo, e o de Maria de Lourdes Freire Matos, cabo do Exército assassinada em Brasília, ilustram a dimensão da crise que o pacto pretende enfrentar.

