Na última sexta-feira (27), o Governo Federal despejou R$ 474 milhões em emendas parlamentares, no maior repasse feito em um único dia neste ano. O senador Davi Alcolumbre (União-AP), que vinha protagonizando atritos com o Planalto após a derrubada dos decretos do IOF, foi o principal contemplado: R$ 20,5 milhões. A liberação acontece no rastro de uma crise política com a Câmara, numa tentativa de Lula (PT) blindar o Senado e evitar que o desgaste avance.
Embora Alcolumbre tenha criticado o governo na última semana, os dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) mostram que ele foi ‘regado’ com mais recursos do que qualquer outro parlamentar. No total, 149 emendas individuais foram pagas na sexta, somando R$ 343 milhões para deputados e R$ 131 milhões para senadores. Até agora, o governo já empenhou R$ 3,13 bilhões, embora o valor efetivamente pago seja de cerca de R$ 940 milhões.
O movimento do Planalto coincidiu com a decisão do Congresso de derrubar três decretos que aumentavam o IOF. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rebateu críticas do governo e afirmou que o Planalto foi devidamente alertado: “Capitão que vê o barco indo em direção ao iceberg e não avisa não é leal, é cúmplice”. A semana encerrou com liberação total de R$ 2,3 bilhões em emendas, beneficiando ainda os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Angelo Coronel (PSD-BA).












