O vereador Coronel Rosses (PL) de Manaus, tornou-se alvo de uma ação indenizatória movida pela cantora Ludmilla. A artista pede R$ 70 mil por danos morais após ter sido acusada pelo parlamentar de “aliciar crianças” durante sua apresentação no festival Sou Manaus Passo a Paço 2025, realizado em setembro. A defesa da cantora sustenta que a declaração foi caluniosa, sem provas, e que extrapolou os limites da imunidade parlamentar, já que o vereador reiterou a acusação fora da tribuna.
Rosses, identificado como bolsonarista e defensor de valores ligados à pátria e à família, afirma que o evento financiado com recursos públicos promoveu conteúdo inadequado para menores. Em nota divulgada à imprensa, o parlamentar anexou trechos da apresentação da cantora, incluindo o momento em que cita diversos palavrões. Para o vereador, esse tipo de linguagem não deveria ser exibida em um festival aberto ao público infantil. Ele fundamenta sua crítica na Lei Municipal nº 593/2025, que proíbe a contratação de artistas que incentivem sexualidade ou constrangimento, e denuncia que a prefeitura não regulamentou a norma, permitindo gastos milionários com o evento.
Na ação apresentada por Ludmilla, a cantora argumenta que sua carreira é marcada por conduta ilibada e ausência de ilícitos, e que a acusação de Rosses causou danos à sua imagem e reputação. A artista pede que o vereador seja condenado a realizar retratação pública com o mesmo alcance das declarações ofensivas e ao pagamento da indenização. O caso ganhou repercussão nacional e reforça o embate judicial entre a cantora e o parlamentar, que afirma manter postura fiscalizatória e promete apresentar defesa técnica assim que for notificado oficialmente.








