A Justiça determinou a soltura de Ubiratan Antonio da Cunha, presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, investigado por atuar como peça-chave na lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão também beneficia Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiú, sócio da companhia que operava na Zona Leste de São Paulo. Ambos estavam presos preventivamente desde 2024 e 2025, mas terão liberdade mediante medidas cautelares, enquanto o Ministério Público já anunciou que recorrerá da decisão.
O despacho foi assinado pelo juiz Antonio Carlos Costa Pessoa Martins, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. O magistrado entendeu que as prisões se prolongaram além do razoável, convertendo-as em restrições como a proibição de contato com testemunhas e de aproximação da sede da empresa. Apesar disso, manteve a prisão preventiva de Silvio Luís Pereira, o Cebola, e de Décio Gouveia Luiz, o Décio Português, que seguem foragidos. Ubiratan responde a processo por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro, tendo se entregado à polícia em abril de 2025.
A UPBus, junto da Transwolff, já havia sido alvo de intervenção da Prefeitura de São Paulo e teve contratos rompidos com a SPTrans em janeiro de 2025, após auditoria apontar vínculos de seus sócios com o PCC. As duas empresas atendiam juntas mais de 600 mil passageiros por dia nas zonas Sul e Leste da capital, mas foram proibidas de operar por descumprimento contratual e suspeitas de ligação com o crime organizado.











