Inteligência dos EUA vê regime iraniano em pior crise após 43 mil mortos

Redação 011
2 Min
Inteligência dos EUA vê regime iraniano em pior crise após 43 mil mortos
foto: divulgação/ Khamenei.ir

Relatórios de inteligência dos Estados Unidos indicam que o regime iraniano atravessa seu momento mais crítico desde a Revolução Islâmica de 1979. As análises revelam que a repressão aos protestos iniciados em dezembro, que já resultaram em mais de 43 mil mortos, expôs a fragilidade do controle do aiatolá Ali Khamenei sobre setores antes considerados fiéis ao governo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi informado sobre o enfraquecimento da liderança iraniana e acompanha de perto os desdobramentos, segundo a Casa Branca.

A crise interna no Irã é marcada por dificuldades econômicas severas e pela incapacidade do regime em conter manifestações que se espalharam por diversas regiões. A repressão violenta ampliou o distanciamento entre governo e população, enquanto ONGs de direitos humanos denunciam milhares de mortes e prisões em massa. Washington avalia opções militares, embora Trump tenha recuado de ações imediatas após o cancelamento da execução de um manifestante, decisão que reduziu momentaneamente a pressão internacional sobre Teerã.

Paralelamente, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio, com o deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-15E para a região. O Pentágono também ampliou sistemas de defesa aérea e mantém bombardeiros em alerta. Autoridades americanas consultaram aliados como Israel, Arábia Saudita e Catar sobre possíveis respostas ao regime iraniano. Enquanto isso, organizações internacionais relatam que o bloqueio da internet imposto pelo governo busca ocultar a dimensão da repressão, dificultando a confirmação do número de mortos e detidos.

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