O Índice Geral de Preços Mercado, conhecido como ‘inflação do aluguel’, começou o ano com alta de 0,41%, após ficar praticamente estável em dezembro (-0,01%). Mas no acumulado de 12 meses, o indicador recua 0,91%, marcando o terceiro mês seguido de retração nas janelas de um ano. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.
O IGP-M é chamado de inflação do aluguel porque o resultado acumulado costuma ser base para cálculo de reajuste anual de contratos imobiliários. Além disso, o indexador é utilizado para reajustar algumas tarifas públicas e serviços essenciais. Os pesquisadores levam em conta três componentes para apurar o IGP-M. O de maior peso é o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede a inflação sentida pelos produtores e responde por 60% do IGP-M cheio.
Em janeiro, o IPA subiu 0,34%, puxado principalmente pelas altas do minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%). Outro componente do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor, que responde por 30% do indicador. Em janeiro, o IPC subiu 0,51%. As maiores pressões de alta no bolso das famílias vieram do curso de ensino fundamental (3,83%), curso de ensino superior (3,13%) e gasolina (1,02%). O terceiro componente medido pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção, que ficou em 0,63% no mês. Dentro do INCC, o item materiais, equipamentos e serviços subiu 0,34%; e a mão de obra, 1,03%.
Fonte: Agência Brasil.











