Guerra no Irã deve derrubar o PIB e disparar inflação no Brasil

Redação 011
2 Min
Guerra no Irã deve derrubar o PIB e disparar inflação no Brasil
foto: Jose Cruz/ Agência Brasil

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirma que alta do petróleo, desta vez, não virá acompanhada de crescimento econômico. A economia brasileira entrou em uma zona de turbulência internacional que o Banco Central define como “distinta do passado”. Segundo Galípolo, ao contrário de outros períodos onde o petróleo caro impulsionava o PIB brasileiro via exportações, o cenário atual é de choque de oferta, o que gera apenas custos mais altos sem o benefício do aumento da demanda global.

Os números da crise (Relatório de Política Monetária – RPM)

Projeção de inflação 2026: Elevada para 3,9% (aproximando-se do teto da meta).

Cenário: ‘Inflação para cima e crescimento para baixo’.

Fator de risco: Bloqueios e tensões no Estreito de Ormuz, gargalo vital para o petróleo mundial.

Galípolo reforçou que o BC não agirá como um “jet ski” — fazendo manobras bruscas nos juros (Selic). A autoridade monetária prefere usar a “gordura” acumulada pela política restritiva dos últimos anos para observar os efeitos da guerra antes de novas altas agressivas. No entanto, o recado é claro: não há espaço para quedas de juros enquanto o petróleo for usado como arma de guerra no Oriente Médio.

Gabriel Galípolo foi cirúrgico ao separar a ‘torcida’ da ‘realidade’. Enquanto o governo tenta vender uma narrativa de otimismo, o Banco Central joga luz sobre o Estreito de Ormuz. O Brasil não é uma ilha: se o petróleo sobe por falta de produto (oferta) e não por excesso de compradores (demanda), o resultado é empobrecimento geral.

A fala de Galípolo é um recado direto ao Planalto: não haverá facilidades monetárias para ajudar na pré-campanha de 2026 se a inflação continuar ameaçando a meta. O governo terá que lidar com o pior dos mundos: uma economia que não decola e preços que não param de subir. A conta da guerra no Irã acabou de chegar ao caixa do brasileiro.

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