Fux e Mendonça apontam “PF paralela”; Moraes chama acusação de “patética”

Redação 011
2 Min
Fux e Mendonça apontam “PF paralela”; Moraes chama acusação de “patética”
foto: Gustavo Moreno/STF

Os ministros Luiz Fux e André Mendonça afirmaram nesta terça-feira (15) que uma estrutura paralela dentro da Polícia Federal teria sido usada para monitorar integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), acusação que abriu uma nova frente na crise provocada pelo caso Banco Master. Mendonça declarou durante o julgamento que uma “PF paralela foi instituída”, enquanto Fux endossou a avaliação e criticou o envio de documentos apócrifos produzidos pela corporação. O embate ocorreu no plenário que deveria decidir se os registros encontrados no celular de Daniel Vorcaro justificavam uma investigação sobre a relação do ex-banqueiro com Alexandre de Moraes.

Moraes reagiu diretamente à acusação e negou que integrantes da Corte tenham sido monitorados irregularmente. “Não houve monitoramento algum”, afirmou o ministro, que classificou como “patética” a alegação de Mendonça e sustentou que relatórios de inteligência fazem parte da atuação regular das polícias. Fux, por outro lado, afirmou que a PF não pode trabalhar contra o Poder Judiciário e citou o envio de documentos sem identificação como sinal de possíveis desvios dentro da corporação. Mendonça havia usado suspeitas de monitoramento irregular para determinar o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, decisão posteriormente suspensa.

A discussão sobre a suposta estrutura paralela ocorre enquanto a dúvida que levou o caso ao Supremo continua sem uma resposta de mérito: qual era a natureza da relação entre Moraes e Vorcaro e se os elementos encontrados pela PF justificam uma investigação. Antes de enfrentar essa questão, a maioria formada no plenário passou a discutir a união do procedimento contra Moraes com o caso que questiona a atuação de Mendonça. O placar terminou em 4 a 3 pela análise separada e com pedido de vistas do ministro Dino. Moraes também acusou Mendonça de tentar direcionar uma colaboração premiada contra ele e afirmou possuir testemunhas; Mendonça respondeu no plenário que a acusação era “mentira”.

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