O Fórum Econômico Mundial em Davos, que reúne líderes globais nesta semana, terá como destaques debates sobre a situação da Groenlândia e da Venezuela. Enquanto opositores venezuelanos alinhados ao governo Trump devem apresentar propostas para a reconstrução do pais após a captura do ditador Nicolás Maduro, a agenda também será marcada pela ausência do secretário-geral da ONU, António Guterres, que cancelou sua participação alegando estar com um forte resfriado. A decisão foi confirmada por seu porta-voz, que informou que o discurso previsto para quarta-feira (21) não será realizado.
No mesmo evento, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, utilizou seu discurso para criticar a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reafirmou a intenção de assumir controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Von der Leyen classificou como “erro” a ameaça de tarifas contra países europeus e defendeu maior independência da União Europeia em relação a Washington. Trump, por sua vez, declarou que o projeto de aquisição da ilha é um “imperativo para a segurança nacional e mundial” e relatou ter discutido o tema em conversa com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.
Antes de embarcar para a Suíça, Trump minimizou a resistência de líderes europeus, afirmando que não acredita em oposição duradoura às suas propostas. A chefe da União Europeia lembrou que o bloco firmou acordo comercial com os Estados Unidos no ano passado e reforçou que “um acordo é um acordo”. A participação de representantes da oposição venezuelana em Davos deve reforçar o papel dos Estados Unidos na reorganização política da região, após o fim da ditadura chavista.









