EUA ameaçam ação militar na América do Sul para conter aliados da Rússia e China

Redação 011
2 Min
EUA ameaçam ação militar na América do Sul para conter aliados da Rússia e China
foto: Official White House Photo by Daniel Torok

O governo de Donald Trump, anunciou novas diretrizes militares que ampliam a possibilidade de intervenção militar direta em países do Hemisfério Ocidental que se aproximem de Rússia e China. O documento oficial, divulgado na sexta-feira (23), estabelece que Washington poderá recorrer à força para garantir acesso estratégico em regiões como o Canal do Panamá, a Groenlândia e o Golfo da América. A medida ocorre no mesmo momento em que Lula intensifica sua aproximação com Xi Jinping, líder do partido comunista chinês, em um movimento que pode colocar o Brasil em rota de colisão com os interesses norte-americanos.

A Estratégia Nacional de Defesa, elaborada pelo Departamento de Guerra, detalha que os EUA buscarão “paz por meio da força”, reforçando a contenção da China e delegando à Otan e aliados asiáticos a responsabilidade de lidar com Rússia e Coreia do Norte. Além disso, o texto prevê ataques militares diretos contra organizações narcoterroristas em qualquer parte das Américas e exige maior participação de Canadá e México no fechamento das fronteiras contra imigrantes ilegais. O governo Trump também destacou a operação que resultou na prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro como exemplo de ação rápida e decisiva que poderá ser replicada em outros cenários.

Enquanto o presidente dos Estados Unidos reforça sua política de defesa, o Governo Lula segue em direção oposta ao se alinhar com Pequim. Lula tem buscado acordos com Xi Jinping, ignorando os alertas de Washington sobre os riscos de fortalecer a influência chinesa na região. A nova diretriz norte-americana ressalta que “este é o nosso hemisfério” e que os EUA não hesitarão em agir para proteger seus interesses militares e comerciais. Em paralelo, a ditadora venezuelana Delcy Rodríguez declarou no domingo (25) estar “farta das ordens de Washington”, em mais um sinal de resistência dos regimes aliados à Rússia e à China contra a pressão norte-americana.

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