Empresariado alerta para dificuldade em negociar ‘tarifaço’ após operação da PF

Redação 011
2 Min
Mercado reage com otimismo pelo 2º pregão seguido após queda de Nicolás Maduro
foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

O recente acirramento da tensão política, impulsionado pela operação da Polícia Federal que mirou o ex-presidente Jair Bolsonaro, está gerando preocupação crescente no setor empresarial. Lideranças empresariais declararam à CNN que expressam o temor de que o clima de polarização e instabilidade possa dificultar ainda mais as negociações em torno de um possível “tarifaço”, ou seja, o aumento significativo de tarifas e impostos.

A avaliação do empresariado é que a “razão econômica” está sendo ofuscada pela “tensão política”. Em um momento em que o país discute ajustes fiscais e a necessidade de recompor as contas públicas, a atenção do Congresso Nacional e do próprio governo se volta para as crises políticas, desviando o foco de pautas essenciais para a economia.

“Nossa preocupação é que o ambiente de conflito torne inviável qualquer discussão racional sobre as medidas econômicas necessárias. Já é difícil negociar pautas delicadas como aumento de impostos em tempos de normalidade, imagine agora com a ebulição política”, afirmou um importante nome do setor industrial, que preferiu não ser identificado devido à sensibilidade do tema.

A apreensão se dá porque, em cenários de alta tensão, a capacidade de diálogo entre os poderes diminui, e temas impopulares, como o aumento de tarifas, tornam-se ainda mais arriscados para parlamentares e governantes. “Precisamos de um ambiente de estabilidade para que as agendas econômicas possam avançar. O país não pode parar por conta da política”, defendeu um representante do comércio.

O setor produtivo teme que a prioridade seja dada às agendas de confronto e defesa política, em detrimento das reformas e medidas de ajuste que o Brasil necessita para garantir a solvência fiscal e atrair investimentos. A mensagem é clara: para que a economia prevaleça, é urgente que haja uma redução na temperatura política e um retorno à busca por consensos.

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