Flávio Bolsonaro (PL) adotou formato de pronunciamento presidencial em vídeo divulgado na terça-feira (15), no qual aparece identificado na tela apenas como “Presidente” e apresenta propostas para um eventual governo. O candidato afirmou ter interrompido sua campanha diante da “gravidade” do momento vivido pelo país e buscou transmitir uma mensagem de esperança e mudança. Ao longo da gravação, Flávio criticou Lula, relacionou o governo federal à crise envolvendo Alexandre de Moraes e afirmou que o Brasil está diante de um processo de transformação política e institucional.
Na economia, Flávio prometeu reduzir juros e dívida pública, além de enfrentar o endividamento das famílias. Na segurança, afirmou que pretende classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas e endurecer o combate ao crime organizado. O candidato também voltou a defender o fim da reeleição presidencial e afirmou que, se vencer em outubro, não disputará um novo mandato em 2030. Segundo Flávio, a medida permitiria que um eventual governo concentrasse seus esforços em “consertar o país”, sem decisões condicionadas por uma campanha futura.
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O vídeo também foi usado para associar a atual crise no Supremo Tribunal Federal ao governo Lula. Flávio afirmou que o petista teria dividido poder com Moraes e deixado o país “sem comando”, crítica feita no mesmo dia em que o STF iniciou a sessão sobre os elementos encontrados no celular de Daniel Vorcaro. A estratégia de apresentar o candidato em formato semelhante a um pronunciamento oficial ocorreu em pleno horário eleitoral e reforça uma tentativa da campanha de projetá-lo não apenas como opositor, mas como alternativa de governo em meio às turbulências políticas e econômicas que dominam a disputa presidencial.

