“Ei Vorcaro, cadê a delação” foi o grito que marcou a manifestação realizada na noite de quinta-feira (22) em frente à sede do Banco Master, na Rua Elvira Ferraz, em São Paulo. Os manifestantes fixaram fotos dos investigados nos tapumes que cercam o prédio desde quarta-feira (21) e exibiram faixas com frases como “Basta, fora Vorcaro”. A Polícia Militar acompanhou o ato, que seguiu de forma pacífica, e teve como objetivo exigir transparência e o afastamento do ministro Dias Toffoli da condução do inquérito.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) após decisão de Toffoli, que assumiu a relatoria e suspendeu procedimentos em instâncias inferiores. O ministro decretou sigilo em partes do processo e autorizou medidas como acareações, alegando que a divulgação poderia afetar o mercado financeiro. Críticos apontam que a concentração das decisões no STF compromete a imparcialidade, já que Toffoli possui vínculos políticos e institucionais anteriores com partes interessadas no desfecho da ação.
Enquanto isso, no Congresso Nacional, avança a mobilização para instalar uma CPI sobre o caso. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) informou que já foram reunidas 42 assinaturas, número superior ao mínimo exigido. Durante o protesto, além das críticas a Vorcaro e ao Banco Master, houve gritos de “Fora Dias Toffoli” e pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes. O ministro marcou para os dias 26 e 27 de janeiro de 2026 os depoimentos no inquérito, que apura suposta gestão fraudulenta e organização criminosa ligada à venda de carteiras de crédito inexistentes do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília).








