O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) acolheu uma denúncia do Ministério Público Eleitoral contra Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal mais votado do país, por publicações durante as eleições de 2024. A ação envolve também os deputados estaduais Bruno Engler e Delegada Sheila, além de Cláudia Araújo, que foi candidata a vice-prefeita em Belo Horizonte. Caso condenados, os quatro políticos podem ter seus direitos políticos suspensos. A medida judicial tem como base acusações de divulgação de trechos do livro Cobiça, do ex-prefeito Fuad Noman (PSD), nas redes sociais.
A Promotoria sustenta que os parlamentares descontextualizaram passagens da obra para vincular Fuad à apologia de crimes sexuais, o que configuraria “campanha sistemática de desinformação”. Nikolas chegou a afirmar, em vídeo publicado nas redes sociais em 24 de outubro de 2024, que o livro seria “pornográfico”. O Ministério Público alega que a intenção foi influenciar o eleitorado em favor da candidatura de Engler, derrotado por Fuad no segundo turno das eleições municipais. O ex-prefeito morreu em março deste ano, aos 77 anos.
Além da inelegibilidade, o MP pede indenização por danos morais coletivos, a ser direcionada a instituições de caridade, conforme desejo da família de Fuad. A ação ainda será analisada pelo TRE-MG, sem data definida para julgamento. Em resposta à ação, Nikolas declarou em seu perfil na rede X: “Querem calar milhões… mas estamos aqui e de pé”. O parlamentar de 26 anos foi eleito com 1,47 milhão de votos, sendo o terceiro deputado mais votado da história do país.












