Em apenas dois meses, Flávio Bolsonaro deixou de ser visto como um herdeiro político carregando o peso do sobrenome para se tornar um candidato de alta performance capaz de rivalizar diretamente com Lula. As pesquisas mais recentes mostram um empate técnico absoluto, com o senador numericamente à frente do presidente. Esse avanço meteórico não é apenas um dado estatístico: é um sinal claro de que o eleitorado brasileiro está cansado do petismo e busca uma alternativa viável, pragmática e, aparentemente menos radical.
O que surpreende não é apenas a ascensão de Flávio, mas a velocidade com que ela ocorreu. Em dezembro de 2025, Lula ainda liderava com folga, sustentado pelo recall de sua imagem e pela narrativa de estabilidade. No entanto, em fevereiro de 2026, esse cenário desmoronou. A queda na aprovação do governo, somada ao desgaste natural de um presidente que insiste em políticas antiquadas e centralizadoras, abriu espaço para que Flávio se consolidasse como o principal nome da oposição.
Essa guinada revela um ponto importante: o eleitorado brasileiro não está disposto a repetir os erros do passado. Lula, ao insistir em políticas que remetem a modelos ultrapassados e centralizadores, perdeu a capacidade de dialogar com um país que exige modernização e eficiência. Flávio, por sua vez, conseguiu se apresentar como uma alternativa menos radical que seu pai, mas ainda firme em valores conservadores e pragmáticos.
O fator “sobrenome” que antes parecia um fardo, agora se tornou um ativo. Flávio absorveu o capital político bolsonarista sem carregar o mesmo nível de rejeição. Ele se posiciona como um candidato capaz de unir a direita, dialogar com o centro e conquistar espaço em colégios eleitorais estratégicos como São Paulo, onde já aparece numericamente à frente de Lula em simulações de segundo turno.
A estratégia do sistema político de neutralizar Jair Bolsonaro e enfraquecer outros nomes da família não contava com a resiliência de Flávio. Subestimado por muitos, ele emergiu como o nome capaz de transformar a rejeição herdada em competitividade real. Sua aceitação no centrão é prova disso: ao contrário de outros candidatos, Flávio é visto como alguém que pode construir pontes e não apenas levantar muros.
Os números das pesquisas são eloquentes. Em janeiro, Lula ainda tinha vantagem de quatro pontos. Um mês depois, essa diferença evaporou. Em fevereiro, o empate técnico absoluto mostra que a narrativa de inevitabilidade do petismo não se sustenta mais. O eleitorado está disposto a apostar em uma nova liderança, e Flávio Bolsonaro aparece como o protagonista dessa virada.
Se essa tendência se mantiver, Flávio não apenas empatará com Lula: ele poderá atropelá-lo nas urnas. O Brasil, cansado de promessas vazias e de políticas que remetem a modelos falidos, parece pronto para abraçar um candidato que combina firmeza conservadora com pragmatismo político. A corrida de 2026 ainda está em aberto, mas uma coisa já está clara: Lula enfrenta não apenas um adversário, mas um fenômeno político em ascensão.









