A CPMI do INSS aprovou as quebras de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como ‘Lulinha’, filho de Lula. Ele teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Investigações apontam o filho do petista como um possível “sócio oculto” de Antonio Camilo Antunes, o ‘careca do INSS’ – considerado um dos chefes do esquema.
Em depoimento à PF, Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, afirmou que Lulinha recebia uma “mesada” de R$ 300 mil do careca. Esse mesmo valor foi citado em uma troca de mensagens. Na conversa, Antunes diz que tem que repassar R$ 300 mil para o “filho do rapaz”. Lula, por sua vez, tenta se blindar das suspeitas sobre o filho. Já afirmou publicamente que, “se tiver alguma coisa”, Lulinha pagará o “preço”.
Lulinha não é o único familiar do chefe do Executivo com suspeita de envolvimento no esquema do INSS. O irmão de Lula, Frei Chico, ligado Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, também foi citado pela CPMI, apesar de não estar sendo investigado. De 2020 a 2024, os valores repassados pelo INSS para o Sindnapi cresceram 564%.
Tanto o filho quanto o irmão de Lula negam as acusações sobre as fraudes que envolvem o INSS.









