A CPI do Crime Organizado aprovou na quarta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações S.A., empresa associada ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, ampliando o escopo de investigações sobre movimentações financeiras. No entanto, o colegiado optou por não levar adiante o requerimento contra o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, seguindo orientação da Advocacia do Senado que desaconselhou a medida.
A decisão evitou incluir Viviane na lista de alvos, que já abrange outros nomes do Judiciário e do Executivo. Os senadores também autorizaram quebras semelhantes para o Banco Master e a Reag Investimentos durante a sessão. A comissão, presidida por Fabiano Contarato (PT-ES), acatou a recomendação jurídica para preservar relações institucionais. A orientação da Advocacia do Senado influenciou diretamente a escolha de não votar os requerimentos apresentados pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE), que pediam relatórios de inteligência financeira e quebras de sigilos do escritório de Viviane entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
No início da semana, a CPI havia expandido sua lista de investigados para incluir ministros do STF, o chefe do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o comandante do Exército, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva. Essas inclusões ocorreram em meio a deliberações que buscam esclarecer conexões no caso do Banco Master. Durante a mesma sessão, os senadores aprovaram por 6 votos a 5 as convocações do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, ambos da gestão de Jair Bolsonaro (PL). As oitivas ainda não têm datas definidas, mas integram esforço da oposição para aprofundar apurações.









