A CPI do Crime Organizado ganhou novo fôlego nesta quarta-feira (28), com a apresentação de requerimentos que miram diretamente familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES) solicitaram a convocação de dois irmãos do magistrado, além de um primo e um advogado ligado ao caso. O objetivo é esclarecer a relação desses nomes com o Resort Tayayá, empreendimento que se tornou alvo da oposição em meio às investigações sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central no fim do ano passado.
Os documentos protocolados destacam que a exploração de jogos de azar ilegais costuma estar associada à lavagem de dinheiro, reforçando a necessidade de ouvir os atuais e antigos proprietários do resort. O empreendimento, localizado no interior do Paraná, já teve como sócios os irmãos e o primo de Toffoli, antes de ser transferido para Paulo Humberto Costa por meio do Arleen Fundo de Investimento, administrado por instituição investigada no escândalo do Banco Master. A oposição argumenta que a convocação é essencial para reconstruir a dinâmica dos acontecimentos e verificar o grau de envolvimento dos familiares do ministro.
Além da pressão sobre Toffoli, o relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), pretende solicitar a quebra de sigilos de empresas e pessoas ligadas aos irmãos do ministro e ao escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes. O foco da comissão passa a incluir dois resorts de luxo no Paraná e contratos relacionados ao Banco Master, ampliando o escopo das apurações. A iniciativa fortalece a ofensiva da oposição contra ministros do STF, em um momento em que o governo Lula, enfrenta críticas pela proximidade com os nomes citados no caso que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro que cercam o caso.









