Cármen Lúcia abre 4 a 3 pela separação; Dino pede vista, e suspense continua no STF

Redação 011
2 Min
Cármen Lúcia abre 4 a 3 pela separação; Dino pede vista, e suspense continua no STF
foto: Rosinei Coutinho/STF

O voto de Cármen Lúcia deixou o Supremo Tribunal Federal (STF) empatado em 4 a 4 nesta terça-feira (15) sobre a proposta de juntar os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. A ministra acompanhou Edson Fachin, Luiz Fux e Mendonça pela manutenção dos casos separados; do outro lado, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e o próprio Moraes defenderam a análise conjunta. Diante do empate, Dino pediu vista e interrompeu a definição, adiando novamente o avanço da sessão sobre os elementos encontrados pela Polícia Federal na apuração envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro.

Antes de revelar sua posição, Cármen afirmou estar em “profunda tristeza” com a crise instalada na Corte, criticou a “espetacularização” da sessão e disse que o episódio faz mal ao STF e ao país. A ministra também sustentou que o “clamor público” não influencia suas decisões e defendeu a independência dos magistrados. Seu voto, porém, teve consequência imediata no julgamento: impediu que se formasse maioria para a proposta de unir os processos, deixando o plenário dividido exatamente pela metade.

O empate ocorreu apenas sobre o rito e não respondeu à principal questão que levou o Supremo a convocar a sessão extraordinária: se os registros encontrados no celular de Vorcaro justificam uma investigação sobre a relação dele com Moraes. O relatório da PF aponta mensagens e outros elementos considerados indicativos de proximidade entre os dois, enquanto Moraes nega favorecimento e contesta a legalidade e a interpretação do material. Com o pedido de vista de Dino, o STF encerrou esta etapa sem decidir o mérito da possível investigação, prolongando uma crise marcada durante o dia por acusações entre ministros e divergências sobre a própria atuação da Polícia Federal.

TAGS:
Compartilhe este artigo