Uma nova campanha, batizada de “Demita Extremistas”, está ganhando força nas redes sociais, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o empresário Tallis Gomes, fundador do G4 e EasyTaxi. O movimento, que defende a demissão de funcionários que celebrem ou incentivem a violência política, ganhou destaque após o assassinato do ativista conservador americano Charlie Kirk.
Nikolas Ferreira utilizou seu perfil no X (antigo Twitter) para convocar empresas, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a agir contra o que ele considera um comportamento extremista. O parlamentar argumenta que não se trata de limitar a liberdade de opinião, mas de responsabilizar aqueles que usam o espaço público para defender atos violentos. A campanha envolveu a exposição de perfis de usuários que comemoraram a morte de Kirk, com o deputado marcando as empresas onde eles trabalham e pressionando por uma demissão.
A campanha recebeu apoio do empresário Tallis Gomes que levantou a #demitaextremistas. Em suas declarações, Gomes reforçou que o ambiente de trabalho é baseado em confiança e não pode tolerar atitudes que ameacem a convivência pacífica. Ele também ressaltou que o extremismo não está restrito a uma única ideologia, alertando que radicais de diferentes espectros políticos podem se infiltrar em empresas e corroer seus princípios.
A mobilização de Nikolas Ferreira e o apoio de Tallis Gomes destacam uma crescente preocupação com os impactos da violência política no ambiente profissional. A campanha busca combater o discurso de ódio e a celebração de tragédias de forma ampla, defendendo que essas atitudes não devem ser toleradas, independentemente do alinhamento ideológico do indivíduo.
Em um dos casos citados por Nikolas, um profissional de saúde de Recife que celebrou a morte de Kirk foi pressionado publicamente pelo deputado, que questionou a conduta do médico. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) anunciou que irá apurar o caso, e a clínica onde o médico atuava, a Recife Day Clinic, informou que Ricardo Barbosa foi banido de suas atividades. O vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, disse neste sábado ter ordenado o cancelamento do visto do médico brasileiro que celebrou a morte do conservador americano, assassinado em Utah, na última quarta-feira.
Nos Estados Unidos, a morte de Charlie Kirk, gerou uma onda de demissões de profissionais de esquerda pelo país. Pelo menos 947 casos foram registrados em diversos setores, incluindo empresas privadas, universidades, escolas, órgãos públicos e até mesmo nas forças armadas.











