A mais recente pesquisa BTG/Nexus indica um freio no avanço da pré-candidatura presidencial do escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante). Na modalidade espontânea, Cury oscilou de 8% para 6%, enquanto na estimulada passou de 11% para 9%. O recuo ocorre em meio ao acirramento da crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), impulsionado pelas investigações do caso Banco Master e pelas divergências internas entre ministros, o que reidratou o debate polarizado no país.
Apesar da oscilação negativa, o levantamento revela que a mensagem de Cury contra a polarização ainda guarda forte apelo eleitoral. O candidato figura como a segunda opção de voto para 20% do eleitorado — marca superior à de todos os seus concorrentes — e vence o presidente Lula em uma simulação de segundo turno, registrando 45% das intenções de voto contra 43% do atual mandatário.
No cenário espontâneo principal, a polarização tradicional mantém sua força: o presidente Lula lidera com 39%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que marca 31%. Os dados reforçam que, embora o eleitorado conservador e de oposição mantenha sua base engajada no embate direto, a busca por alternativas ao arranjo político tradicional permanece como uma variável de peso no cenário para 2026.
A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026 e ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

