O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) entrou com uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP), alegando crime contra a soberania nacional. Boulos acusa o parlamentar de buscar apoio de autoridades americanas para pressionar contra a suposta censura imposta pelo ministro do STF Alexandre de Moraes contra políticos e ativistas de direita. Além da PGR, o deputado do PSOL também acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar os gastos da viagem de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos.
A iniciativa ocorre após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fortalecer relações com representantes do governo Trump, buscando apoio internacional para denunciar violações à liberdade de expressão no Brasil. A ação de Boulos se baseia no artigo 359-I do Código Penal, que trata da negociação com governos estrangeiros para atos que possam comprometer a soberania nacional. Além disso, o deputado do PSOL levantou suspeitas sobre o possível uso indevido de verbas públicas na viagem.
Eduardo Bolsonaro rebateu as acusações, afirmando que sua missão é lutar pela liberdade de presos que considera injustiçados. O parlamentar ironizou Boulos ao questionar se era melhor ter prestígio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ou com um “invasor de propriedade e amigo do Hamas”. Em resposta às críticas, Boulos classificou a atuação de Eduardo Bolsonaro como um ato de traição, chamando-o de “lambe-bota de americano” e afirmando que ele conspira abertamente contra o país.