O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (28) manter a taxa Selic em 15% ao ano, patamar mais alto desde julho de 2006. A decisão, tomada de forma unânime pelo Comitê de Política Monetária (Copom), marca a primeira reunião de 2026 e confirma a continuidade de uma política monetária restritiva. O órgão indicou, no entanto, que poderá iniciar um ciclo de redução dos juros já em março, caso o cenário econômico se mantenha dentro das expectativas.
No comunicado oficial, o Copom destacou que a inflação segue acima da meta, mesmo com sinais de arrefecimento nos últimos meses. O texto ressalta que o ambiente externo ainda apresenta incertezas, especialmente em função da política econômica nos Estados Unidos, e que o mercado de trabalho brasileiro demonstra resiliência. O Comitê afirmou que manterá cautela na condução da política monetária, reforçando que a flexibilização dependerá da evolução dos indicadores internos e externos.
Entre os riscos apontados, o Copom citou a possibilidade de desancoragem das expectativas de inflação, maior pressão nos serviços e impactos de políticas econômicas internas e externas sobre o câmbio. Também foram mencionados fatores que poderiam reduzir a inflação, como uma desaceleração mais intensa da atividade doméstica ou queda nos preços das commodities. A decisão foi assinada por Gabriel Galípolo e demais membros da diretoria, em meio a críticas de setores conservadores ao Governo Federal.











