AGU recorre ao STF para manter Andrei na chefia da PF

Redação 011
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AGU recorre ao STF para manter Andrei na chefia da PF
foto: José Cruz/ Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta terça-feira (8) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. A medida busca reverter a decisão do ministro André Mendonça, que determinou a saída de Rodrigues e de Leandro Almada da diretoria de Inteligência Policial. O Governo Federal argumenta que a interrupção da gestão da PF pode gerar “desorganização institucional” e que a prerrogativa de nomear o comando da corporação pertence ao Executivo.

A crise envolve o diretor da PF, mencionado em mensagens de whatsapp entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes, como parte de uma rede de contatos do ex-CEO do Banco Master para obter vantagens privadas através de favores de altas autoridades do Poder Público. O recurso foi apresentado ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, após reunião entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima. Messias sustentou que relatórios de inteligência citados por Mendonça já estavam sob análise do STF e que a decisão afronta competências da Presidência da República. Na manhã da terça-feira (8) a segunda Turma do Supremo formou maioria para manter o afastamento, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu o julgamento, deixando o caso em aberto.

Andrei Rodrigues assumiu a direção da PF em janeiro de 2023, indicado pelo então ministro da Justiça do governo petista, Flávio Dino. Com histórico de atuação junto a Dilma Rousseff (PT) e Lula, coordenou a segurança de ambos em campanhas eleitorais. Almada, afastado da Inteligência Policial, ocupava o cargo desde dezembro de 2024 e tem trajetória ligada à Polícia Civil de Minas Gerais. Enquanto o petista evita declarações públicas sobre o episódio, o governo articula nos bastidores uma reação institucional para tentar reverter a decisão de Mendonça e manter Rodrigues no comando da corporação.

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