As chances atribuídas a Flávio Bolsonaro (PL) no Polymarket sofreram uma forte queda neste domingo (25) depois que o ministro Cristiano Zanin, indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno. Flávio começou o dia com cerca de 80% de probabilidade implícita de vitória na plataforma e ainda registrava 77% por volta das 16h. Depois da decisão, anunciada por volta das 17h, caiu inicialmente para 66,1%, enquanto Lula avançou de 28% para 34%. Às 18h58, Flávio já aparecia com 57,5%, queda de 25,5 pontos em 24 horas.
Zanin determinou a extensão da votação até as 19h depois de atender a uma ação da coligação de Lula, que relatou problemas no transporte de eleitores. A decisão provocou reação dentro da própria Justiça Eleitoral: ministros do TSE ouvidos reservadamente pela CNN Brasil avaliaram que houve interferência do STF em uma atribuição da Corte eleitoral. O despacho inicial ainda precisou ser esclarecido posteriormente sobre seu alcance. Flávio também havia solicitado ao TSE ampliação do horário em localidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina por causa das condições climáticas.
A oscilação do Polymarket mostra que os operadores reavaliaram rapidamente suas posições durante as horas posteriores à decisão e ao início da apuração. Mais tarde, com os resultados das urnas indicando vantagem de Lula, o movimento se intensificou e o mercado virou completamente: a plataforma passou a atribuir mais de 90% de probabilidade implícita ao petista. O Polymarket movimentou mais de US$ 200 milhões no mercado sobre a eleição brasileira, mas suas cotações representam preços negociados por participantes e não uma pesquisa eleitoral.

