O debate ao Senado em São Paulo, realizado na quarta-feira (9) pela Band, foi marcado por confrontos diretos às ministras de Lula. Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo) concentraram críticas em Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), destacando que ambas não possuem raízes políticas no estado. Derrite acusou Tebet de não ter legitimidade para falar sobre corrupção, já que sua aproximação com Lula a teria colocado em contradição com sua trajetória inicial de enfrentamento ao PT. Salles, por sua vez, classificou as candidatas como “forasteiras” que buscaram espaço em São Paulo após rejeição em seus estados de origem.
O ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas reforçou que Simone Tebet, antes crítica do Mensalão e do Petrolão, hoje integra o grupo político do petista, o que, segundo ele, inviabiliza qualquer discurso contra práticas de corrupção. Já Salles aproveitou o embate para ressaltar que Marina Silva e Tebet não possuem histórico de atuação em São Paulo, afirmando que ambas foram “expulsas” do Acre e do Mato Grosso do Sul. Marina rebateu dizendo que a crítica teria caráter de gênero, comparando sua situação à de Tarcísio, que deixou o Rio de Janeiro para disputar o governo paulista em 2022.
Além das trocas de acusações, o debate reuniu outros candidatos como Soninha Francine (Cidadania), André do Prado (PL), e Geraldo Rufino (Podemos), que discutiram temas como segurança pública, Supremo Tribunal Federal, saúde e meio ambiente. Nas redes sociais, Marina e Tebet buscaram reforçar suas defesas, enquanto Salles intensificou os ataques, afirmando que “forasteira nenhuma vai falar mal do meu Estado de SP”. Derrite e Salles, alinhados ao campo conservador, consolidaram o tom crítico contra as ministras do governo Lula, que foram acusadas de tentar se impor em São Paulo sem vínculo real com o eleitorado paulista.

