Fachin é pressionado por entidades a agir com urgência para resolver crise no STF

Redação 011
2 Min
Fachin é pressionado por entidades a agir com urgência para resolver crise no STF
foto: Luiz Silveira/STF

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e outras entidades divulgaram nesta quarta-feira (9) um manifesto cobrando que o Supremo Tribunal Federal (STF) realize uma sessão pública urgente para enfrentar a crise que se aprofunda na Corte. O documento alerta que a legitimidade do tribunal depende de imparcialidade e transparência, e pede que os fatos sejam examinados “sem subterfúgios e sem corporativismo”. A pressão recai sobre o presidente do STF, Edson Fachin, cuja demora em se manifestar é apontada como fator de agravamento da situação.

O texto, intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, foi assinado por sete entidades nacionais e recebeu mais de 2.700 adesões de associações e sindicatos em todo o país. As organizações afirmam que o Supremo, como guardião da Constituição, não está dispensado de prestar contas à sociedade e que a perda de legitimidade compromete a segurança jurídica e a confiança nas instituições. O manifesto foi publicado em jornais impressos e em uma página na internet, reforçando o apelo para que a Corte dê uma resposta imediata e clara à sociedade brasileira.

Em posicionamento separado, Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou que as crises sucessivas em Brasília colocam em risco o funcionamento das instituições e exigem uma reação “vigorosa, justa e responsável”. Alban defendeu que as decisões do STF considerem os impactos sobre competitividade, produtividade e geração de empregos, além de garantir amplo direito de defesa. O dirigente também convocou empresários, trabalhadores e autoridades a buscar consenso em torno de políticas econômicas que assegurem investimentos e crescimento, alertando que disputas políticas não podem travar o desenvolvimento nacional.

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