O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou nesta quarta-feira (29), em convenção nacional realizada em Brasília, a candidatura de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula para a disputa presidencial de 2026. A decisão reforça a aliança entre PT e PSB, repetindo a fórmula de 2022. O movimento chama atenção mais uma vez pelo contraste com declarações de Alckmin em 2017, quando afirmou que Lula “quebrou o Brasil” e que o petista queria “voltar à cena do crime”.
A convenção também deliberou sobre a coligação nacional com o Partido dos Trabalhadores, consolidando o apoio do PSB ao projeto de reeleição do líder da esquerda. Lula esteve presente no encontro, acompanhado de dirigentes partidários e parlamentares aliados. O PSB se torna o segundo partido a formalizar apoio à chapa, após o PDT ter feito o mesmo na semana passada. Além dessas siglas, partidos como PCdoB, PV e PSOL já sinalizaram adesão ao projeto do governo Lula.
O calendário eleitoral prevê que os partidos têm até 5 de agosto para realizar convenções e até 15 de agosto para registrar candidaturas junto à Justiça Eleitoral. A propaganda oficial começa em 16 de agosto. Enquanto a esquerda se organiza em torno da candidatura de Lula e Alckmin, o campo do centro e direita apresenta nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que buscam se consolidar como alternativas aos conservadores nas eleições de 2026.

