Os juros altos impediram a queda da Dívida Pública Federal em janeiro, mesmo com grande vencimento de papéis prefixados. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões no mês passado, alta de 0,07%.
Em agosto de 2025, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado em janeiro, o montante deve encerrar o ano entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
Já a Dívida Pública Mobiliária interna avançou 0,26%, passando de R$ 8,309 trilhões em dezembro para R$ 8,33 trilhões em janeiro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 67,02 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis vinculados à Selic. Esse resgate líquido, no entanto, foi compensado pela apropriação de R$ 88,5 bilhões em juros.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do Governo Federal, que nada faz de efetivo para enxugar as próprias contas.
Fonte: Agência Brasil.







