O deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) foi expulso do Partido Liberal após criticar a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. A medida foi anunciada por Valdemar Costa Neto, presidente do partido, que atribuiu a decisão à forte pressão da bancada bolsonarista. “Nossos parlamentares entendem que atacar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é uma ignorância sem tamanho”, afirmou Valdemar em nota.
A declaração que levou à expulsão foi dada em entrevista ao portal Metrópoles, na qual o deputado classificou como “o maior absurdo” a sanção contra Moraes, a quem chamou de “um dos maiores juristas do país”. A fala desagradou líderes do partido, especialmente por contrariar a posição majoritária da legenda, que tem se alinhado com a postura crítica de Trump em relação a ministros do STF. A decisão evidencia o isolamento do deputado dentro da própria bancada, já que ele vinha divergindo em votações-chave.
Antonio Carlos Rodrigues tem um histórico distante do núcleo duro do bolsonarismo, tendo votado contra o marco temporal das terras indígenas, rejeitado a anistia aos condenados do 8 de janeiro e se posicionado a favor de pautas do governo Lula, como o novo arcabouço fiscal. Na semana passada, criticou colegas do partido por tentarem derrubar o recesso parlamentar para votar projetos contra o STF, classificando-os como “deputados de internet”. O parlamentar, que presidiu o PL entre 2016 e 2018 e foi ministro dos Transportes no governo Dilma Rousseff (PT), deixa a sigla após décadas de filiação.









