A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, decidiu não se alinhar nem ao governo Lula nem ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial de 2026. A escolha pela neutralidade foi tomada a poucos dias da convenção nacional do PL, marcada para sábado (25), após reuniões internas dos diretórios estaduais. Com isso, cada seção estadual terá autonomia para definir seu posicionamento, como já ocorreu em São Paulo, onde o diretório declarou apoio a Flávio em evento realizado na segunda-feira (20).
A decisão reflete a dificuldade das legendas em assumir uma posição nacional diante da polarização entre Lula e Flávio, que aparecem como os principais nomes com chances de disputar o segundo turno. Em Brasília, senadores do PP se reuniram na terça-feira (21) com o presidente da sigla, Ciro Nogueira (PP-PI), para discutir o tema. Apesar de Nogueira ter sinalizado em fevereiro que poderia apoiar Flávio caso o senador evitasse pautas ideológicas, a federação preferiu adotar uma postura de cautela e deixar a definição para cada estado.
Enquanto isso, o PL segue articulando alianças para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, negocia com Republicanos e Podemos, mas enfrenta impasses regionais, especialmente em Minas Gerais. A indefinição também se estende à escolha do vice, com nomes como Daniella Marques, Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) sendo cogitados. Segundo o coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN), a decisão sobre o vice não será tomada até a convenção nacional, ampliando o espaço para novas articulações.

