O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para reformar o sistema eleitoral do país, estabelecendo medidas como a exigência do voto em papel e a identificação obrigatória do eleitor. A iniciativa busca impedir fraudes e aumentar a confiança no processo eleitoral americano. “Queremos eleições livres, justas e honestas, sem suspeitas ou erros”, declarou Trump ao anunciar as mudanças. A decisão gerou críticas da oposição e pode enfrentar desafios legais.
A medida foi mencionada no Brasil pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que afirmou que até Trump teria reconhecido a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Durante seu voto em uma sessão do STF, Moraes citou um decreto do governo americano que supostamente elogiaria as urnas eletrônicas brasileiras. No entanto, Carlos Bolsonaro (PL-RJ), vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu essa afirmação, destacando que a ordem executiva de Trump visa justamente proibir urnas eletrônicas e priorizar o voto impresso. Segundo ele, o que os Estados Unidos elogiaram foi a identificação biométrica utilizada no Brasil.
Entre as principais mudanças determinadas pela ordem executiva de Trump, estão a exigência de documentos que comprovem a cidadania para registro de eleitores, a proibição do uso de cédulas com QR Codes para contagem de votos e a necessidade de que votos enviados pelo correio sejam recebidos até o dia da eleição. Além disso, a medida reforça a proibição de financiamento eleitoral por estrangeiros, alegando que brechas na legislação têm permitido a influência indevida de agentes externos.