O mercado global de energia respirou aliviado nesta segunda-feira (23). O presidente Donald Trump ordenou o adiamento de qualquer ataque à infraestrutura do Irã, revertendo o ultimato de 48 horas que havia disparado os preços no fim de semana. O Brent, que chegou a bater US$ 114,43, despencou para a casa dos US$ 97, refletindo o otimismo com uma possível resolução diplomática para o fechamento do Estreito de Ormuz.
O fator Trump: diplomacia do “puxa e solta”
A trégua: Trump concedeu cinco dias de fôlego para as negociações, citando conversas “muito boas e produtivas”.
Impacto imediato: O WTI caiu 9% (US$ 89), enquanto o Brent recuou 8% (US$ 97).
Xeque-mate na narrativa: O movimento desmoraliza as previsões apocalípticas de que o barril chegaria a 150 dólares e permaneceria lá, servindo de ‘escudo’ para aumentos domésticos em outros países.
Na semana passada, Lula foi rápido em culpar Donald Trump pela ‘tragédia’ do diesel caro. Pois bem, Trump recuou, o mercado acalmou e os preços internacionais derreteram. Se o governo foi ágil para apontar o dedo para o exterior na hora da subida, precisa ser igualmente veloz para refletir a queda no bolso do caminhoneiro e do cidadão comum. Manter o preço alto agora, com o Brent abaixo dos 100 dólares, não será ‘justiça fiscal’, será confisco puro e simples. A desculpa da guerra durou pouco; agora, o que vale é a gestão.








