Tensos, ministros do STF mandam recado ao Congresso

Redação 011
3 Min
Tensos, ministros do STF mandam recado ao Congresso
foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Em meio ao acirrado debate sobre a aprovação de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes da Corte enviaram uma mensagem clara à liderança do Congresso: o momento exige um foco prioritário na democracia, combate ao desemprego e à fome no Brasil, em detrimento de discussões que geram tensões entre os Poderes, como mudanças na estrutura do tribunal.

Os recados foram direcionados a líderes do Congresso, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tem se posicionado a favor da discussão de projetos que estabeleçam mandatos com prazo definido para futuros ministros da Suprema Corte.

Flávio Dino, ministro da Justiça e candidato à vaga de Rosa Weber, propõe um mandato de 11 anos para membros do tribunal, uma posição que tem gerado debate.

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Em resposta às mensagens enviadas ao Legislativo, interlocutores de Rodrigo Pacheco lembraram que foi o próprio STF que colocou em evidência temas polêmicos, muitos dos quais foram considerados interferências nos assuntos do Congresso Nacional. Isso incluiu questões como o marco temporal de terras indígenas, aborto e descriminalização do porte de maconha, julgados durante o mandato da ex-presidente Rosa Weber.

Em resumo, o debate em torno do mandato fixo para o STF parece ser uma reação às decisões controversas de Rosa Weber. A expectativa é que essas questões polêmicas não retornem em breve para julgamento no plenário da Corte.

Líderes do Congresso agora aguardam que o novo presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, busque uma maneira de promover a pacificação entre os poderes Executivo e Legislativo.

Na última terça-feira (4), ministros do STF consideraram positivas as declarações do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmando que temas como o mandato fixo para ministros do tribunal não fazem parte da agenda prioritária do Palácio do Planalto.

Segundo informações de ministros do STF, a discussão sobre o mandato fixo para o Supremo logo poderia incluir também mudanças na forma de nomeação de membros da Corte. Um ministro expressou a preocupação de que isso poderia resultar em uma dinâmica semelhante à do Tribunal de Contas da União (TCU).

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