STF forma maioria para afastar diretor da PF após decisão de Mendonça

Redação 011
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foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já consolidou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, que também suspendeu o delegado Leandro Almada da função de diretor de inteligência policial. O julgamento virtual, convocado por Luiz Fux, teve início nesta terça-feira (8) e contou com votos favoráveis de Mendonça, Fux e Kassio Nunes Marques. Gilmar Mendes pediu vista, enquanto Dias Toffoli ainda não se manifestou.

Na decisão, Mendonça destacou que a permanência dos dirigentes poderia representar risco de interferência em investigações e repetição de condutas ilícitas. O ministro também determinou que a Corregedoria da PF abra procedimento investigatório sobre os dois afastados, além de suspender imediatamente a produção de relatórios de inteligência voltados a analisar atividades jurisdicionais e da advocacia pública. O afastamento foi solicitado após o partido Novo protocolar petições pedindo medidas cautelares contra Rodrigues, embora o pedido de prisão preventiva não tenha sido atendido.

O caso ganhou força após Alexandre de Moraes apresentar um relatório da PF para pedir investigação contra Mendonça, documento que foi classificado pelo ministro como “apócrifo” e sem validade técnica ou probatória. Fachin, presidente do STF, retirou o pedido do inquérito das fake news e cobrou explicações dos envolvidos. Com a maioria já formada na Segunda Turma, Andrei Rodrigues permanece afastado do cargo, enquanto o processo segue em análise e a apuração interna da Polícia Federal deve avançar nos próximos dias.

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