Sem corte de gastos, Dívida Pública aumenta e supera R$ 8,6 trilhões

Redação 011
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Sem corte de gastos, Dívida Pública aumenta e supera R$ 8,6 trilhões
foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Os juros altos impediram a queda da Dívida Pública Federal em janeiro, mesmo com grande vencimento de papéis prefixados. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões no mês passado, alta de 0,07%.

Em agosto de 2025, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado em janeiro, o montante deve encerrar o ano entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

Já a Dívida Pública Mobiliária interna avançou 0,26%, passando de R$ 8,309 trilhões em dezembro para R$ 8,33 trilhões em janeiro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 67,02 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis vinculados à Selic. Esse resgate líquido, no entanto, foi compensado pela apropriação de R$ 88,5 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do Governo Federal, que nada faz de efetivo para enxugar as próprias contas.

Fonte: Agência Brasil.

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