O ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida afirmou que o ministro do STF Alexandre de Moraes se tornou “um monstro fora de controle”, ao criticar decisões judiciais relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. Em artigo publicado no sábado (31), Sachsida comparou Moraes à criatura da obra “Frankenstein”, acusando-o de conduzir o país por um “caminho sem volta”.
Sachsida também defendeu a aprovação de uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, como forma de promover a pacificação nacional. Segundo ele, a elite política e econômica do país se omite diante do que classificou como abusos judiciais, movidos por interesses ideológicos. O ex-ministro questionou a legalidade da prisão de Filipe Martins e considerou “desproporcional” a condenação da cabeleireira Débora dos Santos a 14 anos de prisão. Para Sachsida, a delação premiada do coronel Mauro Cid levanta dúvidas sobre os métodos utilizados nas investigações.
O ex-ministro alertou que, após o foco em Jair Bolsonaro (PL), outras lideranças conservadoras podem se tornar alvo de ações judiciais. Ele mencionou diretamente Michelle Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), sugerindo que há uma perseguição política em curso. Sachsida reforçou que a anistia aos participantes dos atos de 8 de janeiro é essencial para restaurar a estabilidade institucional e evitar que o país siga por um caminho autoritário.








