A Rússia confirmou nesta semana que continuará fornecendo petróleo à ditadura cubana, alegando que não tem “direito de abandoná-los”. A declaração foi feita pelo vice-ministro de Relações Exteriores, Serguéi Riabkov, após a chegada do navio Anatoly Kolodkin ao porto de Matanzas, transportando 730 mil barris de petróleo. Moscou classificou a operação como uma medida humanitária e reafirmou que Cuba é seu aliado mais próximo no Caribe, em um gesto que desafia diretamente as pressões dos Estados Unidos.
Segundo Riabkov, o envio de combustível atende tanto a critérios humanitários quanto à necessidade de sustentar um parceiro estratégico da Rússia na região. O diplomata destacou que a crise energética cubana se intensificou devido ao bloqueio imposto por Washington, e que a ajuda russa representa “uma vitória do sentido comum”. O Kremlin, por meio de seu porta-voz Dmitri Peskov, também reforçou que é “um dever não ficar à margem e prestar a ajuda necessária aos amigos cubanos”.
A embarcação pertence à corporação Sovkomflot, alvo de sanções norte-americanas desde 2024, e este é o primeiro carregamento a chegar à ilha em três meses. A chancelaria cubana classificou o apoio como “valioso”, ressaltando que ocorre em meio ao cerco energético imposto pelos Estados Unidos. A Casa Branca, por sua vez, afirmou que permitiu a entrada do navio por razões humanitárias e que analisará “caso a caso” futuros envios de petróleo, mantendo a política de pressão sobre o regime de Havana.









