Depois de três anos em guerra, Rússia e Ucrânia concordaram com o primeiro cessar-fogo por escrito desde que Vladimir Putin atacou o país vizinho em fevereiro de 2022. Desta vez, a trégua será no Mar Negro e se torna um passo importante para se chegar a um acordo de paz. A decisão fortalece ainda mais a presença do presidente norte-americano Donald Trump, como mediador nesse cenário.
Os ucranianos aceitaram interromper os ataques à infraestrutura energética russa, algo que Volodymyr Zelensky já havia acenado ao chefe da Casa Branca. Já os russos divulgaram uma lista de alvos em seu território e do lado da Ucrânia.
Ambas as partes concordam em garantir a navegação segura, eliminar o uso da força e evitar o uso de embarcações comerciais para fins militares no mar Negro. A trégua não tem um prazo determinado e, segundo os documentos, é o início de um trabalho para alcançar uma paz “duradora”.
O Governo dos Estados Unidos também sinalizou a troca de prisioneiros de guerra, a libertação de civis detidos e o retorno de crianças ucranianas deslocadas à força. Em contrapartida, os americanos prometeram ajudar a Rússia a normalizar as vendas de grãos e fertilizantes, hoje sob sanções internacionais.