O que deveria ser um exercício pleno do direito de manifestação transformou-se em um embate burocrático com viés político. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), hoje sob o comando direto do Ministério da Justiça do governo petista, subiu o tom contra a caminhada liderada pelo deputado Nikolas Ferreira e Carlos Bolsonaro. Sob a alegação de “riscos à segurança”, a corporação tenta obstruir o movimento, mas a oposição contra-ataca com provas de que o sistema está sendo usado para cercear a direita.
Burocracia contra a liberdade
A PRF tenta ignorar o direito constitucional de reunião para focar em tecnicismos que buscam inviabilizar a marcha:
Falta de aviso: A PRF alegou não ter sido comunicada, mas o gabinete de Nikolas Ferreira foi rápido em divulgar o protocolo do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O ofício foi entregue e cadastrado; o “risco operacional” alegado parece ser, na verdade, um incômodo político.
Cerceamento na rodovia: Manifestantes relatam que o monitoramento da PRF tem sido ostensivo, com viaturas acompanhando o grupo de forma intimidatória em trechos da BR-040, em vez de apenas garantir o fluxo do trânsito.
O alvo político: A tentativa de obstrução intensificou-se após a confirmação de que Carlos Bolsonaro se juntou ao grupo. O sistema parece temer a imagem do filho do ex-presidente caminhando entre populares rumo ao Distrito Federal.
A caminhada teve início na última segunda-feira (18), em Paracatu (MG) e pretende chegar a Brasília no próximo domingo (25), num percurso de 240km.










