Polícia Civil do Rio recupera 8 das 21 metralhadoras roubadas em São Paulo

Redação 011
3 Min
Polícia Civil do Rio recupera 8 das 21 metralhadoras roubadas em São Paulo
foto: divulgação/ Polícia Civil do Estado do RJ

Oito metralhadoras, roubadas do Arsenal de Guerra do Exército em Barueri, na Grande São Paulo, foram recuperadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quinta (19). O arsenal incluía quatro metralhadoras .50 e quatro calibres 7,62 mm, mas 13 armas ainda estão desaparecidas.

Segundo o secretário estadual de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Amim, as oito metralhadoras foram transportadas de São Paulo para o Rio com o objetivo de serem vendidas ao Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro. As armas passaram pelo complexo da Penha, na zona norte da cidade, antes de chegar à Rocinha, na zona sul, e finalmente serem localizadas na Gardênia Azul, zona oeste.

A Polícia Civil identificou os traficantes que compraram as armas a mando do Comando Vermelho, que está em conflito com milicianos na zona oeste do Rio. No entanto, esses indivíduos ainda estão foragidos. A polícia já tinha informações sobre o paradeiro das armas desde sua passagem pela Rocinha, optando por esperar o momento estratégico para evitar confrontos.

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O caso desencadeou uma investigação abrangente, com dezenas de militares sob suspeita de falhas administrativas relacionadas ao roubo, incluindo a participação de um cabo. Além disso, quatro civis também estão sob investigação. Um Inquérito Policial Militar foi aberto e mantido em sigilo.

O diretor do Arsenal de Guerra de Barueri, tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa, será exonerado por decisão do comandante do Exército, general Tomás Paiva. O general Maurício Gama esclareceu que as metralhadoras furtadas estavam danificadas e inutilizáveis para o Exército. A principal linha de investigação aponta para o desvio das armas por militares do Arsenal de Guerra de São Paulo.

No total, 160 militares permanecem aquartelados em Barueri, com aqueles envolvidos enfrentando consequências graves. A comunidade da Gardênia Azul, historicamente controlada por milicianos, recentemente estabeleceu uma aliança com o Comando Vermelho, destacando a preocupação com a disseminação de armamento pesado entre organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que demonstram interesse em armas de alto poder de fogo.

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