O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para que avalie a necessidade de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação se baseia na suposta obstrução de Justiça e incitação a crimes contra instituições democráticas, além de alegações de coação no curso do processo. Caso a PGR concorde com a detenção, Bolsonaro poderá ser preso antes mesmo de ser julgado.
Além da possibilidade de prisão, Moraes também pediu que o Ministério Público Federal avalie a imposição de medidas cautelares que limitem a atuação política do ex-presidente. O objetivo seria impedir que Bolsonaro promova novas convocações para atos que o ministro considera antidemocráticos. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu o pedido em 19 de março, mas ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
A decisão de Moraes ocorre após a Primeira Turma do STF aceitar denúncia contra Bolsonaro e ex-ministros de seu governo, incluindo generais, sob a acusação de tentativa de golpe de Estado. Todos os envolvidos negam as acusações, classificadas por aliados do ex-presidente como perseguição política. No julgamento, Moraes afirmou que a denúncia da PGR apresentou “indícios que possibilitam a instalação da ação penal”, reforçando a pressão sobre Bolsonaro.